segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sul-americanos discutem pauta ambiental

Jorge Cardoso/MMA
Dez países reunidos: de olho em Paris
Reunião realizada em Brasília entre governos do Brasil e de nove nações vizinhas teve o objetivo de estabelecer prioridades na agenda em áreas como mudanças climáticas, ambiente urbano e biodiversidade.
Por: Lucas Tolentino - Editor: Marco Moreira

O Brasil e o restante dos países da América do Sul definiram prioridades na agenda de proteção dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável. O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Francisco Gaetani, reuniu-se, nesta sexta-feira (26/06), em Brasília, com vice-ministros de Meio Ambiente do Mercosul e de Estados associados para debater políticas e estabelecer medidas conjuntas em áreas como mudanças climáticas, ambiente urbano e biodiversidade.
 O encontro contou com representantes dos governos da Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Peru, Bolívia, Chile, Colômbia e Equador. Além disso, participaram da reunião integrantes do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), do Banco de Desenvolvimento da América Latina e da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). “Foi feita uma abordagem sugestiva de ações entre os países e as agências financiadoras”, resumiu Júlio Baena, da Assessoria de Assuntos Internacionais do MMA.
 CLIMA
 Uma das questões centrais do encontro está ligada ao futuro acordo global de corte de emissões de gases de efeito estufa, que deverá ser negociado e votado em dezembro deste ano, na 21ª Conferência das Partes (COP 21) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), em Paris. “A Cúpula de Paris não será o fim do caminho, mas uma oportunidade de mudar os rumos”, declarou o vice-ministro de Gestão Ambiental do Peru, Mariano Castro, país que sediou última Conferência das Partes, a COP 20, em dezembro de 2014.
 O diretor de Mudanças Climáticas do MMA, Adriano Santhiago, destacou a proposta de diferenciação concêntrica que o Brasil defenderá na COP 21. Segundo ele, o país prioriza o princípio das responsabilidades comuns, porém diferenciadas, no corte de emissões. ”A ideia é que os países desenvolvidos e os em desenvolvimento tenham metas distintas de redução”, explicou. “É uma proposta ambiciosa e justa para que todos tenham tempo de migrar entre as diferentes metas”, explicou.
 SAIBA MAIS
 Apesar de considerado natural, o efeito estufa tem aumentado nas últimas décadas e gerado mudanças do clima. Isso decorre do aumento descontrolado das emissões de substâncias como o dióxido de carbono e o metano. A liberação desses gases na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.
Para frear os prejuízos verificados, foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), que conta atualmente com 193 países signatários. Todos os anos, representantes de todas essas nações se reúnem na Conferência das Partes (COP) para elaborar metas e propostas de mitigação e adaptação e para acompanhar as ações e acordos estabelecidos anteriormente.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – 2028.1165

domingo, 28 de junho de 2015

Corpo de Bombeiros do DF agora é ‘verde’

Paulo de Araújo/MMA
Comandante Esteves na solenidade
Órgão adere à A3P buscando tornar o local de trabalho um ambiente agradável e, principalmente, sustentável.
Por: Marta Moraes – Editor: Marco Moreira

O programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem mais um novo integrante: o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), que se juntou a outras 246 instituições públicas municipais, estaduais e federais preocupadas em adotar uma nova postura visando proteger o meio ambiente. 
A adesão foi formalizada em solenidade realizada na sede da Legião da Boa Vontade, em Brasília. O ato contou com a participação de Ana Carla Almeida, coordenadora da A3P do MMA; Hamilton Esteves Júnior, comandante geral do CBMDF; coronel Cláudio Ribas de Sousa, chefe da Casa Militar do DF; André Lima, secretário de meio ambiente do governo do DF, e comandante Rogério Cruvinel, presidente da Comissão A3P do CBMDF. 
Na ocasião, foi feito também o lançamento do Programa de Eficiência na Gestão de Recursos Naturais nas unidades do Corpo de Bombeiros. O programa A3P completou, em 2014, 15 anos de existência. As instituições e seus funcionários são incentivados a adotar ações sustentáveis no ambiente de trabalho, desde pequenas mudanças de hábito, até atitudes que geram economia, com base em cinco eixos temáticos: uso racional dos recursos naturais e bens públicos, gestão adequada dos resíduos gerados, qualidade de vida no ambiente de trabalho, sensibilização e capacitação e licitações sustentáveis.
PRÊMIO
Vale lembrar que se encontram abertas, até o dia 15 de outubro de 2015, as inscrições para o 6º Prêmio Melhores Práticas de Sustentabilidade - Prêmio A3P. Instituições públicas que promovem ações socioambientais podem concorrer. O objetivo é reconhecer o mérito das iniciativas de órgãos e entidades do setor público que contribuem para a sustentabilidade nas atividades públicas. 
Promovida pelo MMA, por meio do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, a premiação visa dar visibilidade e estimular a implantação de iniciativas inovadoras. Na última edição, 88 projetos foram inscritos.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1173

Links:
Conheça a experiências de outras instituições ligadas à A3P
Inscreva-se no Prêmio A3P 2015

sábado, 27 de junho de 2015

São Gabriel do Oeste mostra como produzir sem poluir

Jorge Cardoso/MMA
O seminário de São Miguel: boas práticas
Município divulga como é possível resolver problemas na produção de suínos, criando alternativas rentáveis, valorizando a produção e preservando os recursos ambientais.
Por: Rafaela Ribeiro – Editor: Marco Moreira
O Ministério do Meio Ambiente e a Prefeitura de São Gabriel do Oeste, município localizado no Centro-Oeste do Mato Grosso do Sul realizaram, na manhã desta quarta-feira (24/06), em Brasília, o seminário Desenvolvimento Sustentável na Bacia do Alto Taquari em Mato Grosso do Sul - A suinocultura em São Gabriel do Oeste e as oportunidades para a região.  O encontro contou com representantes dos ministérios de Desenvolvimento Agrário, Ciência, Tecnologia e Inovação, Minas e Energia, além da Agência Nacional de Águas.
O secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério de Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, ressaltou a importância de apresentar a órgãos do governo federal iniciativas como estas, desenvolvidas e implantadas por gestores municipais, para resolver problemas na produção agropecuária, criando alternativas rentáveis, valorizando a produção e preservando os recursos ambientais. “É importante que esse tipo de ação parta do município. O governo federal, para implantar suas políticas públicas, precisa de parceiros proativos que buscam, de fato, resolver os problemas, e somar às ações do governo federal”, destacou.
São Gabriel do Oeste, situado a 137 km da capital Campo Grande e com uma população de 23 mil habitantes, é considerado um grande produtor agrícola e o maior produtor de suínos do Estado. O prefeito Adão Rolim apresentou o programa agroambiental que apoia e orienta o produtor rural a práticas conservacionistas. Estas ações diminuem o escorrimento de águas pluviais evitando o assoreamento de cursos hídricos e estabilizando os processos erosivos.

GÁS METANO
“Para nós, a questão ambiental se impõe com muita amplitude no processo produtivo”, afirmou o prefeito. “Estamos buscando processos produtivos menos agressivos ao meio ambiente. Na suinocultura está sendo feito um trabalho forte para que os dejetos não sejam, em nenhum momento, direcionados às fontes de água, utilizando para isso biodigestores que sequestram o gás metano”.
Rolim credita ao Protocolo de Kyoto - tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que agravam o efeito estufa - a instalação dos biodigestores por empresas privadas que optaram por investir e ter como retorno os créditos de carbono. “O problema é que esses biodigestores estão ficando assoreados, ficam sedimentos dentro deles e eles perdem a função de capturar o gás”, relatou.
Mas o município conta com a ajuda da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que está desenvolvendo tecnologias e criando equipamentos para sugar o resíduo, secar e disponibilizar o chamado biochar - adubo com grande quantidade de matéria orgânica e muito eficiente, o que acaba tornando todo o processo ambiental viável. “Se a conservação ambiental representar apenas investimento, se não tiver nenhum tipo de retorno, fica muito difícil convencer o produtor”, arrematou Rolim.

NOVA RENDA
O secretário Paulo Guilherme Cabral alertou que a suinocultura é altamente poluidora e louvou a iniciativa do município que resolveu a questão ambiental de forma eficiente, além de criar uma nova renda (a venda de adubo) e tornar as propriedades autossuficientes em energia. São Gabriel do Oeste está localizado na parte alta da Bacia do Taquari que enfrenta um problema ambiental grave.
“O Pantanal tem uma característica de alternância em períodos de secas e cheias”, explicou. “Na planície pantaneira do Baixo Taquari o rio está assoreado e inunda constantemente as margens”. A iniciativa do município em apoiar os agricultores, principalmente os familiares, e implantar a prática de conservação do solo, evita a erosão e evita que o assoreamento chegue ao Pantanal.
Com uma área territorial de 3.892,3 Km², inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Paraguai, São Gabriel do Oeste abriga as nascentes de dois rios de grande importância para a planície pantaneira: o Coxim e o Aquidauana. A lavoura e o Cerrado predominam no município. A pastagem plantada é representativa na constituição da cobertura vegetal.
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165

sexta-feira, 26 de junho de 2015

20ª Reunião Ministerial do BASIC



Ministra Izabella Teixeira preside, em Nova York (EUA), reunião de ministros do Brasil, África do Sul, Índia e China sobre Mudança do Clima
Neste domingo, 28 de junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, presidirá a 20ª Reunião de Ministros do Brasil, África do Sul, Índia e China (BASIC) sobre Mudança do Clima. A reunião será realizada na Missão do Brasil junto às Nações Unidas, em Nova York (EUA). 
Os ministros e seus representantes abordarão questões centrais das negociações em curso sob a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) para a adoção de novo acordo internacional sobre mudança do clima na COP-21 (21ª Conferência das Partes), em dezembro deste ano em Paris. 
Após a conclusão dos trabalhos, no domingo (28/06), os ministros concederão entrevista coletiva, às 12h15, na Missão do Brasil junto às Nações Unidas (747 Third Avenue, 9º andar, Nova York, tel +1 212 372-2600). Solicita-se a gentileza de chegar com 15 minutos de antecedência. A entrevista será realizada em inglês.
O BASIC foi estabelecido em 2007 como espaço de discussão informal de negociadores sob a UNFCCC, e tem desempenhado papel importante na defesa de uma resposta internacional justa e efetiva à mudança do clima. Desde 2009, os ministros do grupo mantém reuniões regulares para compartilhar opiniões e traçar abordagem coordenada para as negociações.
Essas ações têm estimulado maior nível de ambição no combate à mudança do clima e têm contribuído para priorizar a ação internacional nas necessidades financeiras, tecnológicas e técnicas para mitigação e adaptação nos países em desenvolvimento.

Informações para a Imprensa:
Patrick Luna
Contato: +1 (212) 372-2606 
patrick.luna@itamaraty.gov.br

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Oriximiná recebe verba por uso de floresta


Oriximiná, no Pará: pioneirismo
Repasse marca momento em que a produção das reservas federais gera benefícios diretos para a população do entorno das áreas sob concessão
Do SFB – Editor: Marco Moreira
Oriximiná, no Pará, foi a primeira cidade a se beneficiar pelo uso econômico das florestas públicas federais. O município recebeu, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), repasse de R$ 753 mil, referente a produção de madeira sustentável na Floresta Nacional (Flona) de Saracá-Taquera.
O repasse é previsto pelo artigo 39 da Lei de Gestão de Florestas Públicas, N° 11.284/2006, que determina que parte do valor pago ao SFB pelo manejo das florestas federais seja distribuída entre o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e os Estados e municípios que abrigam as florestas concedias.
 
RECUPERAÇÃO
De acordo com o secretário de meio ambiente de Oriximiná, Cláudio Navarro, a verba será utilizada segundo o plano de aplicação aprovado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente. “O recurso será muito importante para viabilizar as políticas ambientais do município”, disse. “Com ele poderemos realizar ações de recuperação de áreas degradadas, fiscalização e educação ambiental.”
O diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Marcus Vinicius Alves, explicou que o repasse marca mais um momento em que a produção das florestas federais gera benefícios diretos para a população do entorno das áreas sob concessão. “Nossa expectativa é que essa transferência possa ser utilizada de maneira efetiva em ações socioambientais que beneficiem diretamente a população local”, afirmou.
OUTROS MUNICÍPIOS
No caso de Oriximiná, o plano prevê atividades para a estruturação da gestão ambiental do município, como a aquisição de uma sede para o Conselho de Meio Ambiente e a compra de equipamentos e veículos para a prefeitura. Pelas projeções do SFB, o município poderá receber cerca de R$ 5 milhões nos próximos cinco anos. Os repasses são regulares e irão variar de acordo com a produção de cada unidade de manejo da Flona de Saracá-Taquera.
Além de Oriximiná, os municípios paraenses de Faro e Terra Santa também serão beneficiados. Já em Rondônia, os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim, Candeias do Jamari e Porto Velho, possuem recursos a receber, referentes ao uso econômico da Flona de Jamari, no caso dos dois primeiros, e da Flona de Jacundá, nos demais.
Para estarem aptos a receber o repasse, os municípios devem instituir um conselho municipal de meio ambiente e elaborar e aprovar junto ao conselho um plano de ação para a aplicação do recurso.

Assessoria de Comunicação Social do Serviço Florestal Brasileiro (61) 2028-7130

quarta-feira, 24 de junho de 2015


Ibama recupera filhotes de jiboia branca única no mundo traficada por norte-americano 

Luiz Lopes/Ibama
Cobra rara: alto valor no mercado negro
Animal que pertencia ao Zoológico de Niterói (RJ) foi avaliado em mais de R$ 3 milhões. Seus filhotes, portadores do gene paterno,  foram vendidos no exterior aos pares, a preços de variavam de R$ 78,5 mil a R$ 188,4 mil.
Por: Luciene de Assis - Editor: Marco Moreira

Chegaram ao Brasil, no dia 12 de junho, sete filhotes de uma jiboia  branca da espécie leucística (Boa constrictor constrictor) e, apesar de não possuírem a pigmentação branca do pai, apresentam uma coloração diferenciada e carregam, geneticamente, o gene leucístico. O animal foi contrabandeado para os Estados Unidos em 2009 pelo americano Jeremy Stone, especialista em répteis, que anda pelo mundo reunindo espécies exóticas para comercializar os filhotes.

O leucismo (do grego λευκς, leucos, branco) é a falta de pigmentação em parte do corpo de algum animal, podendo ter fundo genético (hereditário ou não), metabólico ou até de alimentação. O resultado normalmente são regiões corpóreas de coloração branca, em maior ou menor extensão, onde naturalmente deveria ocorrer alguma pigmentação.

Indivíduos irregularmente manchados de branco são também comumente chamados de "arlequim". Ao contrário do albinismo, que é a ausência completa de melanina, o leucismo pode envolver outros tipos de pigmento. Mesmo indivíduos leucísticos completamente brancos podem ser diferenciados de indivíduos albinos: a cor dos olhos no primeiro é normal, enquanto no albino são vermelhos.
RETIRADA ILEGAL
Dois analistas ambientais da Diretoria de Proteção Ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Cabral e Nadja Süffert, viajaram  segunda-feira (08/06) para buscar os animais.  Stone retirou a serpente do Brasil ilegalmente, pela fronteira com a Guiana, passando pela cidade de Bonfim, em Roraima. Por ser único no mundo, o animal foi avaliado em mais de R$ 3 milhões (US$ 1 milhão) e seus filhotes foram vendidos aos pares a preços de variavam de R$ 78,5 mil (US$ 25 mil) a R$ 188,4 mil (US$60 mil) para criadores dos Estados Unidos, Canadá, Itália, Japão e Chile.

A serpente, apelidada de "Capitão Nascimento" pelos fiscais do Ibama, numa alusão ao filme "Tropa de Elite", foi encontrada nas matas do Rio de Janeiro e levada para o Jardim Zoológico de Niterói (Zoonit), no Rio, de onde foi retirada por sua diretora à época, Giselda Candiotto, que escondeu a cobra e disse que havia morrido. Mas, na verdade, vendeu a jiboia a Jeremy Stone por R$ 500 mil, conforme mostraram os dois anos de investigações conduzidas pelo fiscal do Ibama Carlos Magno Abreu.

O sucesso das investigações contou, também, com o trabalho da Polícia Federal e do coordenador-geral do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, da Secretaria Nacional de Justiça, Salino Antonio Giacomet Junior, responsáveis pelas tratativas com o governo americano para o retorno das serpentes.

ESPÉCIE RARA
Trata-se de uma cobra extremamente rara, única no mundo, portadora de uma mutação genética chamada leucismo, que deixa a pele toda branca e os olhos negros, sendo a primeira jiboia conhecida no planeta a registrar esse padrão. Os filhotes da serpente brasileira foram apreendidos e aguardaram a repatriação para o Brasil no zoológico de Salt Lake City, capital do Estado de Utah.

Por ação do Ministério Público Federal de Roraima e da Polícia Federal, com base na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (Cites, sigla em inglês) e na Lei Lacey Act americana, que pune crimes ambientais, Stone foi condenado a um ano de prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, e a devolver a jiboia branca e seus filhotes. Mas o traficante disse ao FBI (polícia federal americana) que a “princess diamond”, como ele a chamava, havia morrido e que fora enterrada no quintal.

Ocorre que este fato não foi investigado pelos policiais americanos, o que os fiscais do Ibama consideraram um absurdo. Agora, o governo brasileiro quer que a carcaça do animal, se é que ele morreu mesmo, seja devolvida ao Brasil.


“É um absurdo dizer que o animal morreu, isso não tem cabimento”, disse Carlos Magno Abreu. Ele se diz preocupado com a possibilidade de Jeremy Stone retomar a comercialização de serpentes para fora dos Estados Unidos a partir de agosto, quando acaba a proibição da justiça americana nesse sentido. O fiscal do Ibama insiste: “O governo brasileiro vai pedir que a licença do Stone seja caçada, via Cites, além da repatriação dos outros dez filhotes vendidos a criadores de outros países”, acrescentou.

SAIBA MAIS
O caso da jiboia branca brasileira começou em 2006, em Niterói, quando Giselda Candiotto retirou a cobra do Zoonit às escondidas e iniciou as negociações com Jeremy Stone para vendê-la . No Brasil, o Ministério Público Federal denunciou tanto Stone quanto Giselda e seu marido José Carlos Schirmer por crime contra a fauna brasileira e o meio ambiente por furto, contrabando e fraude processual. Os brasileiros já foram condenados por tráfico internacional de animais silvestres, mas estão em liberdade e com planos de montar aquário de espécies marinhas no Rio de Janeiro.

No Brasil, o americano chegou a ser preso pela Polícia Federal por desacato e falsidade ideológica, já que estava acompanhado de uma mulher com uma falsa barriga de grávida. “Ele veio ao Brasil várias vezes e testou várias rotas de saída para sair com a serpente”, conta o analista do Ibama Roberto Cabral. Stone chegou a negar que estivesse com o animal, mas postou fotos e vídeos na internet, o que facilitou o trabalho de investigação.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): 2028-1165

domingo, 21 de junho de 2015

PAD fala de agenda verde e energia solar


Rafaela Ribeiro/MMA
Ferreira, em Natal: hora de ajustes
Segunda reunião anual do Programa Água Doce prossegue em Natal para ajustar as metas pactuadas no início do ano e reorganizar o cronograma de implantação nos Estados
Por: Rafaela Ribeiro – Editor: Marco Moreira
O Ministério do Meio Ambiente reuniu, em Natal, nesta quinta-feira (18/06), os secretários de Meio Ambiente e Recursos Hídricos dos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Rio Grande do Norte, coordenadores estaduais do Programa Água Doce (PAD) e especialistas nas áreas de dessalinização, energia solar, eventos extremos e mudança climática e agenda verde.

Este é o segundo encontro nacional do PAD e, segundo o coordenador nacional do Água Doce, Renato Ferreira, é o momento de ajustar as metas pactuadas no início do ano e reorganizar o cronograma de implantação nos Estados.

O assessor especial da ministra do Meio Ambiente, Carlos Guedes de Guedes, pontuou que o PAD é referência em construção de metas e objetivos que tratam a questão ambiental amplamente associada à questão social. "Trabalhar a questão social e ambiental associadas é muito importante na parceria com os governos estaduais, na parceria com os demais órgãos federais e em especial na parceria com os municípios e movimentos sociais", destacou.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS
A pesquisadora da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e responsável pela Gerência do Núcleo de Meteorologia da Fundação, Meiry Sakamoto, apresentou possíveis cenários do semiárido nordestino diante das mudanças climáticas percebidas em todo o planeta, agravadas pelas emissões e degradações ambientais.

Segundo a especialista, o aquecimento global provoca uma maior evaporação da água impactando as chuvas e as secas. "Parte do nosso semiárido possivelmente irá se tornar totalmente árido e as consequências já conhecemos", alertou. Finalizou mostrando que é possível recuperar áreas degradadas com medidas simples.

Meiry Sakamoto atua na área de Geociências, com ênfase em Meteorologia, principalmente nas áreas de meteorologia por satélites, meteorologia de mesoescala e modelagem numérica. Possui experiência em monitoramento hidroambiental e previsão de tempo e clima, principalmente, sobre o Nordeste brasileiro.

AGENDA VERDE
O engenheiro mecânico José Artur Padilha apresentou seu projeto Conceito Base Zero, desenvolvido em fazenda de sua propriedade a um custo baixíssimo, com a construção de barragens subterrâneas. A água fica armazenada no subsolo, praticamente livre da salinização e evaporação que fragilizam os mananciais de superfície do Nordeste.

Para Padilha, é necessário ajustar as condições dos terrenos aos fluxos naturais da água, favorecer sua retenção sem que se provoque salinização, e otimizando o uso da biomassa e dos elementos do solo. "Precisamos ouvir a natureza. Não é que a natureza não erre, mas ela tem tanto tempo para testar que o que está funcionando é porque deu certo", afirmou.

DESSALINIZAÇÃO
O diretor da Associação Internacional de Dessalinização (IDA), Emílio Gabrielle, mostrou que nos últimos 25 anos a escassez de água foi tomando conta da pauta ambiental. "Na Eco-92 (Conferência das Nacional Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento) quase não se falava em água”, lembrou. “Já na Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável) a água está relacionada a quase todos os pontos principais para o desenvolvimento sustentável destacados na convenção: trabalho, energia, cidades, alimentos, água e oceano.”

Gabrielle afirmou que transpor água é muito mais caro que dessalinizar e que, hoje, mais de 5% da população mundial sobrevive com água dessalinizada. O diretor da IDA elogiou muito o que viu do Programa Água Doce no assentamento Maria da Paz, município de João Câmara (RN). "Espero que vocês sintam que estão no caminho certo", disse. "Pelo que vi em Maria da Paz, vocês estão no caminho certo, esta é a melhor forma de utilizar essa tecnologia".

ENERGIA SOLAR
Guilherme Syrkis, sócio diretor da empresa MetaSolar e vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolae), mostrou como é promissor o mercado de energia solar no Brasil. Destacou que o maior obstáculo para implantação desses sistemas que fornecem energia limpa é o custo elevado.

Para ele, a isenção de impostos e linhas de créditos facilitadas para investimento, tanto de pessoas físicas como empresas, em sistemas de abastecimento fotovoltaicos são essenciais para o País avançar neste caminho. "O grande gargalo é o financiamento", sentenciou. A 2ª. Reunião Anual da Coordenação Nacional do Programa Água Doce continua até sexta-feira (19/06).

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) - (61) 2028.1221

sábado, 20 de junho de 2015

Energia solar produz água no sertão do RN

Rayane Mainara/ Divulgação
Sistema alimentado por energia solar
Seis sistemas de dessalinização foram entregues no Rio Grande do Norte, um deles com painéis fotovoltáicos. Beneficiarão 1.500 moradores do semiárido.
Por: Rafaela Ribeiro – Editor: Marco Moreira
O governo federal, em parceria com o governo do Rio Grande do Norte, entregou, nessa quarta-feira (17/06), o primeiro sistema de dessalinização alimentado por energia solar. O projeto piloto, instalado no assentamento Maria da Paz, município de João Câmara (RN), oferta água potável para 220 pessoas. 
O secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, Ney Maranhão, destacou três vantagens significativas do sistema de dessalinização solar: "Agora podemos atender localidades que tenham energia deficitária”, disse. “Os painéis fotovoltaicos garantem maior autonomia às comunidades, que deixam de depender da prefeitura ou outra instituição para arcar com a conta de luz e o custo per capta da adaptação para captar a energia do sol é baixo."
Os moradores do assentamento assistiram a cerimônia de entrega deste e de outros cinco sistemas que já estão operando em comunidades vizinhas, que beneficiarão 1.500 pessoas. Foram entregues os dessalinizadores das comunidades Açucena e Boa Sorte, também no município de João Câmara, Limão/Limoeiro, no município de Parazinho, Bom Sucesso, no município de Pedra Grande e Catinga Grande no município de São José do Seridó.
SOFRIMENTO
Dona Maria de Fátima, merendeira da única escola local e moradora do assentamento há mais de 12 anos, relatou o grande sofrimento da comunidade com a falta d'água. Ela contou que, enquanto algumas famílias conseguiam comprar água mineral para beber, outras tinham que beber a água que colhem da chuva (hábito comum na região). "A água da chuva que a gente junta de cisterna é suja, vem das telhas, carrega até inseto. É água que serve pra gente lavar roupa, usar no banheiro, mas não para tomar, mas como não tinha outra a gente tomava", lembrou. "As crianças tinham muito verme, diarréia. Era muito difícil." 
Ela se anima ao contar como mudou depois da chegada do Água Doce: "Hoje nós temos água boa, limpa. Essa água é de qualidade, é melhor que água mineral e é suficiente para a comunidade toda beber e cozinhar. É uma riqueza, a maior riqueza que poderíamos ter. Parece que estamos no céu", afirmou.
O presidente da Associação Comunitária do Assentamento Maria da Paz, João Maria Martins, afirmou que o PAD veio para mudar a situação local: "A gente tinha dois poços desativados e com o programa conseguimos reativar um dos poços. O Programa Água Doce foi um sonho, resolveu muita coisa aqui", assegurou.
TENDÊNCIA 
O coordenador Nacional do Programa Água Doce, Renato Ferreira, explicou que a unidade é um projeto piloto e a tendência é que ela seja implantada em outras comunidades rurais, pois o sistema aumenta a sustentabilidade energética, ambiental e social da comunidade. “Esse sistema utiliza energia limpa e ainda fornece uma autonomia para a comunidade que deixa de se preocupar com conta de luz”, ressaltou.  
Para a coordenadora estadual do PAD e secretaria adjunta de Recursos Hídricos, Ieda Cortez, o programa é muito importante para essa região marcada por assentamentos, pois traz uma solução permanente diante da escassez de recursos hídricos vivenciada no local. “O Rio Grande do Norte é o estado que tem uma incidência solar altíssima e temos que aproveitar isso, levar para outras regiões do estado como o Seridó, Autoeste e o Agreste", destacou.

SAIBA MAIS
O Programa Água Doce tem por objetivo estabelecer política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, por meio do aproveitamento
sustentável de águas subterrâneas, incorporando cuidados técnicos, ambientais e sociais na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização.  É uma ação realizada em parceria com diversas instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil.
O convênio com o Estado do Rio Grande do Norte tem como meta a implantação, recuperação e gestão de 153 sistemas de dessalinização, no valor de R$ 20 milhões. beneficiando 61,2 mil pessoas. 

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Seminário debate Cerrado sustentável


Paulo de Araújo/MMA
Cerrado: formas de preservação
Representantes de instituições governamentais e não governamentais, divididos em quatro mesas temáticas, vão propor alternativas, também, para o monitoramento do bioma e o mapeamento de queimadas.
Por: Luciene de Assis - Editor: Marco Moreira
Como promover o uso sustentável dos recursos naturais do Cerrado? É possível gerar desenvolvimento e, ao mesmo tempo, conservar a biodiversidade do bioma? Estes e outros temas serão debatidos, durante todo o dia desta quinta-feira (18/06), pelos participantes do Seminário Perspectivas para um Cerrado Sustentável, organizado pelo Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, no auditório do MMA, quadra 505 Norte, em Brasília.

Representantes de instituições governamentais e não governamentais, divididos em quatro mesas temáticas, vão propor alternativas, também, para o monitoramento do bioma e o mapeamento de queimadas, comuns nesta época do ano; formas de conservação da biodiversidade por meio de ações relacionadas às Unidades de Conservação no Cerrado, além do desenvolvimento e do fortalecimento de políticas públicas para esta área. O evento contará, ainda, com as presenças de representantes dos projetos apoiados pelo Programa Iniciativa Cerrado Sustentável, que se encerrará em 30/6.

Os participantes vão avaliar o estado atual da agenda e das políticas voltadas à conservação e ao uso sustentável da diversidade biológica do Cerrado; as experiências e lições aprendidas na execução de ações e projetos voltados para o aumento da conservação da biodiversidade; e da melhoria no manejo dos recursos naturais do bioma.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) - (61) 2028-1165

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Dia Mundial de Combate à Desertificação é comemorado no Seridó

MMA/Divulgação
Debate: escassez de recursos hídricos
No Brasil, data foi celebrada pelo MMA com atividades em Caicó, no semiárido do Rio Grande do Norte. Evento contou com a participação de cerca de 200 pessoas.
Por: Marta Moraes - Editor: Marco Moreira
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com a Diocese de Caicó (RN) e os governos do Rio Grande do Norte e da Paraíba, celebrou o Dia Mundial de Combate à Desertificação, 17 de junho, com uma série de eventos em Caicó, no Centro Pastoral Dom Wagner. A cidade está localizada na região do Seridó, a 256 km da capital Natal.
Além da realização de seminário sobre o tema, houve entrega do prêmio Dryland Champions para projetos de boas práticas de convivência sustentável com a semiaridez que promovem o combate à degradação de terras e à desertificação no Brasil.
Pesquisa divulgada nesta semana pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, mostra a importância do assunto ao destacar que 16% do território nacional estão suscetíveis à desertificação. O estudo sobre o Estado da Arte da Desertificação, Degradação das Terras e Seca no Semiárido Brasileiro foi desenvolvido para subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
SEMINÁRIO
O seminário “Cenário da Situação Hídrica na Bacia do Rio Piancó-Piranhas-Açu: Ações para o enfrentamento da crise hídrica e ambiental” reuniu cerca de 200 participantes.
Durante o evento, o secretário executivo da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) e diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA, Francisco Campello, fez uma apresentação sobre as principais atividades do Ministério em relação ao tema desertificação.
O assessor especial do MMA Carlos Guedes, que representou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou no seminário sobre o papel de instrumentos como o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Sistema de Alerta de Desertificação que vem sendo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o MMA, para o combate à desertificação.
RECONHECIMENTO
Sob o lema “Eu sou parte da solução”, o Programa Dryland Champions, promovido pela UNCCD (Convenção das Nações Unidas para Combate à Desertificação), destaca pessoas, organizações e empresas que contribuam para o manejo sustentável da terra, melhorando as condições de vida das populações e as condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e seca. Não há limitação no número de certificados a serem emitidos. Todos os candidatos que preencheram os critérios de seleção tiveram seus projetos reconhecidos e receberam certificados do programa. O resumo de seus projetos ficarão disponíveis no site da UNCCD.

SAIBA MAIS SOBRE A DATA
A data foi instituída pela Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, sigla em inglês) para promover a conscientização e a cooperação internacional para combater o problema, que atinge 42% das terras do planeta e 35% da população mundial. As consequências desse processo climático, agravado pela interferência humana, vão desde a diminuição da fertilidade dos solos à redução da disponibilidade hídrica. A desertificação pode transformar grandes áreas, antes produtivas, em desertos e colocar em risco a vida nessas regiões.
Além disso, o ano de 2015 foi declarado pela ONU o Ano Internacional dos Solos, sob responsabilidade da FAO e da UNCCD. A iniciativa é um esforço da organização para dar maior visibilidade para a riqueza e a fragilidade dos solos, além de mobilizar a população para a importância das boas práticas e do manejo sustentável de terras para a segurança hídrica, alimentar e energética.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

MMA promove curso de manejo e conservação


Desertificação: combate é prioritário
Realizado em Campina Grande (PB), evento abre programação do Dia Mundial de Combate à Desertificação, celebrado em 17 de junho
Por Marta Moraes – Editor: Marco Moreira
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) está promovendo desta segunda (15/06) a sexta-feira o Curso de Manejo e Conservação de Solos. O evento se realiza na sede do Instituto Nacional do Semiárido (INSA/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), em Campina Grande (PB).
Trata-se de iniciativa do Departamento de Combate à Desertificação do MMA (DCD/SEDR/MMA), do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade (IABS) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Conta com o apoio da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (ONU/FAO), do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), INSA, Centro de Produção Industrial Sustentável da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (Cepis/PaqTcPB) e Fundação Araripe.
DESERTIFICAÇÃO
Faz parte ainda da programação do Dia Mundial de Combate à Desertificação – 17 de junho, definido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), para promover a conscientização e a cooperação internacional para combater a desertificação e mitigar os efeitos da seca.
Segundo Luciana Valadares, analista ambiental do DCD, o curso é voltado inicialmente para multiplicadores, professores de escolas técnicas e de nível superior na área de ciências agrárias. Na próxima etapa, a ser realizada ainda esse ano, será destinado para extensionistas e agricultores.
Vale destacar também que 2015 foi declarado pela ONU o Ano Internacional dos Solos, sob responsabilidade da FAO e da UNCCD. A iniciativa é um esforço da organização para dar maior visibilidade para a riqueza e a fragilidade dos solos, além de mobilizar a população para a importância das boas práticas e do manejo sustentável de terras para a segurança hídrica, alimentar e energética.
SAIBA MAIS
Desertificação é a degradação ambiental e socioambiental, particularmente nas zonas áridas, semiáridas e subúmidas secas, resultantes de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas.
Brasil tem uma variedade de climas que impõe desafios proporcionais ao tamanho do país - definidos pelas diversidades de solos e altitudes e também pelo arco de latitudes, desde o Equador até regiões meridionais. Parte do território brasileiro apresenta uma condição climática caracterizada por períodos de seca prolongada e chuvas concentradas, onde predominam os climas semiárido e subúmido seco.
Ao longo dos anos, a ocupação humana e a exploração dos recursos naturais vêm impactando as regiões secas do país, provocando a degradação da terra, a perda da cobertura vegetal nativa e a redução da disponibilidade de água. A intensificação de tais processos levou crescentes frações dessas regiões à condição de áreas degradadas, o que pode levar ao fenômeno conhecido como desertificação.

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terça-feira, 16 de junho de 2015

Prêmio A3P abre inscrições para sexta edição

Martim Garcia/MMA
Gestão de resíduos: aspecto relevante
Serão contempladas as melhores ações de quatro categorias: Gestão de Resíduos, Uso Sustentável dos Recursos Naturais, Inovação na Gestão Pública e Destaque da Rede A3P.
Por Tinna Oliveira - Editor: Marco Moreira

Instituições públicas que promovem ações socioambientais terão oportunidade de concorrer ao 6º Prêmio “Melhores Práticas de Sustentabilidade - Prêmio A3P”. As inscrições foram abertas nesta segunda-feira (15/06). O objetivo é reconhecer o mérito das iniciativas de órgãos e entidades do setor público que contribuem para a sustentabilidade nas atividades públicas.
Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Departamento de Cidadania e Responsabilidade Socioambiental, da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, essa é a sexta edição da premiação, que visa dar visibilidade e estimular a implantação de iniciativas inovadoras. Na última edição, 88 projetos foram inscritos.

QUATRO CATEGORIAS
Serão contempladas as melhores ações de quatro categorias: Gestão de Resíduos, Uso Sustentável dos Recursos Naturais, Inovação na Gestão Pública e Destaque da Rede A3P. Podem participar instituições públicas que possuam termo de adesão vigente com o Programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) ou que façam parte da Rede A3P. Atualmente, 165 órgãos possuem termo de adesão e mais de 500 fazem parte da Rede.

O programa A3P é uma iniciativa voluntária, que tem como meta estimular a incorporação dos princípios da responsabilidade socioambiental nas atividades da administração pública. As ações vão desde a mudança nos investimentos, compras e contratações, passando pela sensibilização e capacitação dos servidores, gestão adequada dos resíduos e recursos naturais, até a promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho. A Rede A3P é um canal de comunicação que promove o compartilhamento de experiências de sustentabilidade nas instituições públicas.

A categoria de Gestão de Resíduos busca iniciativas relacionadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que busquem implantar a gestão ambientalmente correta dos resíduos. A segunda categoria é a de Uso Sustentável dos Recursos Naturais, ou seja, ações que envolvam manejo racional de água, energia, madeira, papel e outros; redução de consumo; combate ao desperdício; reaproveitamento dos recursos e redução de gastos. 

A categoria Inovação na Gestão Pública busca iniciativas que incorporem princípios e ações de sustentabilidade e que produzam resultados positivos para o serviço público e a sociedade. Já a categoria Destaque da Rede A3P contempla as citadas acima e foi criada com o propósito de permitir que mesmo órgãos e entidades que não tenham o Termo de Adesão assinado com a o programa A3P, apresentem suas experiências bem-sucedidas.

PARTICIPAÇÃO
As iniciativas inscritas devem apresentar evidências e resultados comprováveis. O prazo acaba em 15 de outubro de 2015. Os órgãos podem se inscrever em mais de uma categoria, porém iniciativas que já foram premiadas não podem ser inscritas novamente. As ações serão avaliadas por uma comissão julgadora e algumas receberão visitas técnicas. A premiação está prevista para acontecer em setembro de 2016.

Veja o cronograma:

15 de junho a 15 de outubro de 2015: período de inscrições

16 de outubro a 12 de novembro de 2015: pré-avaliação

Até 15 de dezembro de 2015: avaliação e classificação

Até 15 de junho de 2016: vistorias in loco

Julho de 2016: divulgação dos resultados

Setembro de 2016: cerimônia de premiação



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segunda-feira, 15 de junho de 2015

MMA discute as 20 metas de biodiversidade

Paulo de Araújo/MMA
Metas avaliadas no MMA
Painel Brasileiro de Biodiversidade (PainelBio) reuniu integrantes de diversos setores para discutir e propor indicadores a fim de avaliar as 20 metas nacionais de biodiversidade

Por: Luciene de Assis - Editor: Sérgio Maggio
Representantes do Governo, da academia, sociedade civil organizada, iniciativa privada e de povos e comunidades tradicionais concluíram a formulação de propostas de indicadores destinados a avaliar se o Brasil está conseguindo implantar as 20 metas nacionais de biodiversidade. Elas foram construídas a partir das metas de Aichi, propostas pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).
Durante três dias, entre 10 e 12/6, cerca de 40 pessoas integrantes dos diversos setores estiveram reunidos no Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, no evento Projeto Painel Brasileiro de Biodiversidade (PainelBio), para discutir e propor indicadores para os objetivos A e E das metas nacionais de biodiversidade.
Os indicadores foram construídos a partir de uma plataforma colaborativa de parceiros e oferecerão condições de se avaliar como o País está evoluindo, ou não, na implementação das 20 metas brasileiras, dentro dos diferentes temas, divididas em cinco grandes objetivos estratégicos: A (quatro metas), B (seis metas), C (três metas), D (três metas) e E (quatro metas). “O objetivo do governo brasileiro é ter essas metas todas implementadas até 2020, daí a necessidade de estabelecermos esses indicadores”, contou o gerente do Departamento de Conservação da Biodiversidade do MMA, Lídio Coradin. 
PELA BIODIVERSIDADE
Os participantes do PainelBio definiram conceitos e significados para cada meta nacional e, agora, os resultados dessas cinco reuniões serão sistematizados pelos técnicos do MMA e da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN, na sigla em inglês), com o primeiro encontro previsto para acontecer, provavelmente, já no mês de julho. O Projeto é coordenado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA) e finalizou, nesta sexta-feira (12/6), a quinta e última reunião de construção de um processo que começou em julho de 2014.
O PainelBio foi criado com a finalidade de fomentar o alcance dessas metas nacionais de biodiversidade. Lídio Coradin contou que o secretário-executivo da CDB, em visita à oficina, na tarde desta sexta-feira, disse que “o Brasil está caminho certo na definição desses indicadores”.
Depois de avaliados, os resultados apurados serão encaminhados à avaliação da Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), que analisará e aprovará as conclusões para serem, depois, implantadas, provavelmente, por meio de resolução. “Esse trabalho é importante porque resgata um dos compromissos que os países assumiram na implementação das 20 metas globais de Aichi”, explicou Lídio Coradin. Para o coordenador nacional da UICN, Luiz Fernando Merico, “o ideal é que consigamos sistematizar os resultados das oficinas até meados de julho”.
ARTICULAÇÃO
As primeiras metas globais foras estabelecidas em 2002 pela CDB na tentativa de minimizar as perdas mundiais de biodiversidade. Em 2010, elas passaram por uma avaliação durante a 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas (ONU), quando foram definidos novos objetivos para o período 2011-2020. Na ocasião, cada país signatário da Convenção comprometeu-se a fazer avaliações internas para verificar sua implementação e as correções de rumo necessárias.
Para o alcance dessas metas nacionais, será necessário que o Governo se articule com os vários setores da sociedade civil para integrar e potencializar as iniciativas relacionadas à conservação da biodiversidade em curso no Brasil. Esses setores estão representados no PainelBio, uma rede voluntária e colaborativa de instituições dos diferentes setores da sociedade, que, por meio de ações conjuntas, visa a implantação das 20 metas brasileiras.
Objetiva, ainda, contribuir para a conservação e uso sustentável da biodiversidade do País, promovendo sinergias entre instituições e áreas de conhecimento, disponibilizando informação científica para a sociedade, fomentando capacitações em diversos níveis e subsidiando tomadas de decisão e de políticas públicas.

 


Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) - (61) 2028-1165
Links:
Conheça as 20 metas nacionais de biodiversidade

domingo, 14 de junho de 2015

MMA vai identificar riscos de seca no Brasil


Divulgação/Ibama
Mapa da seca será traçado
Levantamento incluirá mapas e indicadores de vulnerabilidade para o território brasileiro e subsidiará medidas como a identificação de riscos à biodiversidade, o manejo integrado do fogo, o zoneamento agrícola de risco climático e o sistema de alertas da Defesa Civil

Por: Lucas Tolentino - Editor: Sérgio Maggio
Os riscos de secas no território brasileiro serão identificados pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). Estudo com previsão de conclusão nos próximos dois meses analisará a vulnerabilidade do país às secas e estiagens no contexto da mudança do clima. O objetivo é embasar políticas e estratégias de adaptação para reduzir problemas futuros. As previsões devem gerar benefícios ambientais e sociais para a população.
 O levantamento é feito pela Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental (SMCQ), do MMA, em parceria com o Ministério da Integração Nacional (MI) e a organização não-governamental WWF. Os resultados incluirão dois relatórios detalhados com índices e mapas de vulnerabilidade para o período de 2011 a 2040, além da análise dos dados com respostas para as regiões mais críticas e comparações da situação atual com as projeções futuras.
BENEFÍCIOS
Serão produzidas informações que poderão orientar ações governamentais em diversas áreas. Entre elas, estão os programas sociais voltados para populações vulneráveis às secas, como o programa Água Doce. Além disso, o estudo subsidiará medidas como a identificação de riscos à biodiversidade provocados pelas secas, o manejo integrado do fogo, o zoneamento agrícola de risco climático e o sistema de alertas da Defesa Civil.
Os índices que estarão presentes no levantamento são compostos por três dimensões da vulnerabilidade: climática, socioeconômica e físico-ambiental. Os mapas produzidos mostrarão os riscos de desastres ligados às secas, com projeções de como aumentarão ou diminuirão os perigos em um período extenso, que vai do presente até o ano de 2040.
Em maio, foi realizada reunião para a validação da metodologia do estudo. Para o encontro, foram convidados os representantes de secretarias e diretorias do MMA e do MI ligadas ao tema, além de representantes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (CENAD), Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Agência Nacional de Águas (ANA), Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), WWF e Banco Mundial.
SAIBA MAIS
Apesar de considerado um fenômeno natural, o efeito estufa se intensificou nas últimas décadas, acarretando mudanças climáticas. Essas alterações resultam do aumento descontrolado das emissões de gases como o dióxido de carbono e o metano. A liberação dessas substâncias é consequência de atividades humanas como o transporte urbano, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e o consumo de energia.
Nesse âmbito, ações de adaptação se referem a iniciativas capazes de reduzir a vulnerabilidade dos sistemas naturais e humanos frente aos efeitos atuais e esperados da mudança do clima. Ou seja, é uma forma de resposta para lidar com possíveis impactos e explorar eventuais oportunidades. A elaboração de uma estratégia de adaptação envolve, entre outras coisas, a identificação da exposição a esses impactos com base em projeções e cenários climáticos.

Assessoria de Comunicação do MMA - (61) 20-1165

Links:
Conheça o Programa Nacional contra Desertificação
Saiba mais sobre o Programa Água Doce

sábado, 13 de junho de 2015


Jardim Botânico do Rio festeja 207 anos 

Divulgação/JBR

Dois séculos de história
Órgão federal vinculado ao MMA é um importante centro de pesquisa mundial em botânica e conservação da biodiversidade. Para celebrar data de aniversário, neste sábado (13/06), instituição faz intensa programação


Por Letícia Verdi* - Edição: Sérgio Maggio
Neste sábado (13/06), o Jardim Botânico do Rio de Janeiro completa 207 anos de existência. Hoje, o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro – nome que recebeu em 1995, é um órgão federal vinculado ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e constitui-se como um dos mais importantes centros de pesquisa mundiais nas áreas de botânica e conservação da biodiversidade.
O Jardim foi criado no ano de 1808 pelo príncipe regente português Dom João para instalar no local uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. O primeiro desafio foi aclimatar especiarias do Oriente: chá preto, baunilha, canela, pimenta e outras. O Jardim Botânico conferia à Corte ares de ‘civilidade’ e ajudava a propagar a beleza e a exuberância da natureza brasileira, junto aos estrangeiros que aportavam na cidade.
A data será comemorada com intensa programação cultural, científica e histórica, como a inauguração de canteiros de Cactário e a exposição de obras restauradas do Mestre Valentim. Para quem estiver no Rio, o final de semana será intenso, com direito a bolo de aniversário e parabéns.
DESTAQUES DA FESTA:
√ Atração: Cactário
Atividade: Inauguração de novos canteiros do Cactário. A área, que contava com 2 mil m2, dobrou de tamanho. Os visitantes conhecerão cactos e suculentas das mais variadas formas, dimensões e cores, de diferentes regiões e países, algumas ameaçadas de extinção.
Quando: Dia 13/06, às 10h.
√ Atração: Ateliê de Restauração Mestre Valentim
Atividade: Os visitantes podem conhecer de perto o processo de restauração de quatro esculturas do artista colonial Mestre Valentim – Eco, Narciso e duas Aves Pernaltas – datadas de 1785. As obras integram o acervo da instituição desde o início do século XX.  A restauração dessas obras, de grande valor cultural, está alinhada a um projeto de valorização do patrimônio do Jardim Botânico e às comemorações dos 450 anos do Rio de Janeiro.
Quando: Dia 13/06, às 11h.
√ Atração: Trilha histórica com personagens de época
O quê: Atores caracterizados como D. João, fundador do Jardim Botânico, e sua mulher, Carlota Joaquina, serão guias de um passeio pelos pontos históricos mais importantes do Jardim, entre eles as ruínas da antiga Fábrica de Pólvora e o Sítio Arqueológico Casa dos Pilões.
Quando: Dias 13 e 14/06, às 9h, às 15h e às 16h.
√ Atração: Parabéns para o Jardim
Atividade: Os personagens de D. João e Carlota Joaquina também vão puxar o coro de parabéns pelos 207 anos do Jardim Botânico, com direito a bolo, no Parque Infantil.
Quando: Dia 13/06, às 12h30.
√ Atração: Lançamento do DVD Montanhas da Amazônia
Atividade: Lançamento do DVD sobre a aventura e o desafio das expedições de uma equipe de pesquisadores do Jardim Botânico a alguns dos locais mais remotos do Brasil: as montanhas amazônicas, registradas em um documentário com fotografia e direção de Ricardo Azoury. No evento, haverá a distribuição de 100 DVDs ao público, que poderá conversar com os pesquisadores após a exibição do filme.
Quando: Dia 13/06, às 17h, no Museu do Meio Ambiente.
√ Atração: Visita guiada ao Solar da Imperatriz
Atividade: O público poderá visitar a construção colonial e seus jardins internos projetados por Burle Marx. A arquiteta Dalila Tiago contará curiosidades sobre a história do Solar e mostrará alguns aspectos da reforma do prédio onde hoje funciona a Escola Nacional de Botânica Tropical.
Quando: Dia 13/06, das 14h às 16h.
√ Atração: Conheça a flora do Jardim em visitas guiadas por pesquisadores
Atividade: Uma oportunidade para conhecer a trilha de duas famílias de plantas nativas dos trópicos, as mais cultivadas no Brasil pela atratividade de suas flores - Araceae e Heliconiaceae.
Quando: Dia 13/06, às 14h.
*Com informações da Ascom do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) (61) 2028.1227.